A lipedema é uma doença que causa inchaço nas pernas, atinge principalmente mulheres e causa sofrimentos físicos e emocionais: dores, desconforto, cansaço, hematomas, deformações estéticas e – em situações mais graves – dificulta o caminhar e atrofia músculos. Por isso, é preciso ficar atento e prevenir os riscos.
Como alerta, um projeto de lei estadual institui o Junho Roxo – mês de conscientização e prevenção da doença no Paraná. O médico e deputado estadual Tercilio Turini é um dos autores juntamente com as deputadas Cantora Mara Lima, Maria Victoria e Márcia Huçulak. Aprovado hoje em primeira votação, é mais uma iniciativa parlamentar de orientação aos paranaenses.
Para falar sobre lipedema e os impactos na saúde feminina, a médica Debora Cristina Oro Froehner participou da sessão e falou aos deputados, deputadas e demais presentes. Ela auxiliou na redação do projeto de lei 266/204. “O Paraná é um estado único. O pioneirismo vai ter impacto muito grande na vida dessas mulheres, trazendo melhora na qualidade de vida. Esse passo representa dignidade na vida das mulheres com lipedema”, comentou.
Estatísticas apontam que a lipedema afeta em torno de 12% das mulheres brasileiras. Apesar disso, é uma doença mal compreendida e sub-diagnosticada. A instituição do Junho Roxo no calendário oficial de eventos do Paraná quer disseminar informações e dados, fomentar a criação de políticas públicas, a pesquisa e o estudo, além de contribuir para o desenvolvimento de protocolos unificados de diagnóstico e de tratamento, a capacitação e a qualificação multidisciplinar dos profissionais.
A médica lembrou que a lipedema é confundida com obesidade devido ao aumento do tamanho das pernas. “O diagnóstico incorreto pode atrasar a identificação da doença por décadas. As pacientes são frequentemente culpadas pela sua condição, incluindo a auto-culpa”, disse. Ela explicou que a lipedema provoca o aumento de gordura, nódulos fibróticos, aumento de sensibilidade, alterações articulares e a falta de resposta com dieta e exercício físico.
Mesmo sem cura, há tratamentos. Nos casos clínicos, pode ser combatida com alimentação, suplementação, medicamentos e fisioterapia. Também pode ser tratada com cirurgias plásticas e vasculares. “Iniciativas como esse projeto de lei são importantes para falar sobre a doença. É assim, com informação e prevenção, que as pessoas melhoram a qualidade de vida, agem para se prevenir e despertam para diagnóstico e tratamento” – declarou o médico e deputado Tercilio Turini.
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